Em entrevista exclusiva à ELEVEN Paulinho promete Sporting ambicioso para vencer o Manchester City

Paulinho promete Sporting ambicioso para vencer o Manchester City. Avançado leonino revelou os segredos do sucesso dos leões e conta o que mudou na sua vida pessoal e profissional com a mudança para Alvalade, numa entrevista exclusiva à ELEVEN.

A Champions League entra na fase das decisões. O Sporting vai estar presente e tem pela frente o todo-poderoso Manchester City. Num duelo entre campeões de Portugal e Inglaterra, o português quer contrariar a teoria. “Claro que o City é um candidato ao título. Todos lhe atribuem favoritismo. E tem de ser, porque tem dos melhores jogadores em cada posição. Mas nós temos de ter ambição e ousadia. Respeito por nós e pelo clube para lutar para ganhar”, garantiu Paulinho, avançado do Sporting, em entrevista exclusiva à ELEVEN, apesar de reconhecer que o sorteio não facilitou a vida aos leões. “Saiu-nos a equipa mais forte. Ou uma das mais fortes do mundo. Mas para sermos os melhores, temos de jogar contra os melhores“.

Para alimentar o sonho de seguir em frente, o Sporting vai manter-se fiel àquele que tem sido um dos segredos para o sucesso da equipa: o coletivo. “Nós somos muito fortes, porque somos uma equipa muito unida, dentro e fora de campo. O ambiente aqui é incrível. Quando é para relaxar, é para relaxar. Mas quando é para entrar em campo, é a mil. Nem o mister nos deixa andar a menos. E ele consegue provar-nos com vídeos e com vitórias que o segredo é mesmo a equipa. E nós acreditamos nisso”.

Outro fator que tornou este Sporting numa máquina vitoriosa, é a forma como se encara o trabalho diário com o máximo de seriedade. “Aqui não importa a idade, não importa absolutamente nada, a não ser o rendimento. E tem-se visto pelos miúdos de 17 e 16 anos a jogar. Todos a gente sabe que se trabalhar, vai acabar por ter a sua oportunidade”, garantiu Paulinho à ELEVEN. Uma política transversal ao clube e que para o avançado de 29 anos é um dos motivos pelo qual os jovens da formação chegam preparados para vingar no plantel principal. “O mister também consegue simplificar ao máximo o que quer deles. Não passa demasiada informação. E depois não é acrescentada nenhuma pressão extra. São tratados como qualquer outro, para o bem e para o mal”. Apesar da conhecida qualidade dos atletas formados em Alcochete, Paulinho assume que ficou surpreendido com alguns quando chegou ao Sporting. “Não tinha noção da qualidade do Nuno Mendes, nem do [Gonçalo] Inácio, nem do Matheus Nunes. São miúdos que vão fazer grandes carreiras. Depois tens o [Flávio] Nazinho, o [Gonçalo] Esteves, o Dário [Essugo]. São miúdos que têm jogado, têm aparecido e têm sabido esperar pela oportunidade deles”.

Há um ano no Sporting, muito mudou na vida pessoal de Paulinho. Em termos profissionais e pessoais. “Sempre joguei perto de casa. No Braga, Gil Vicente… Apesar de estar a 2h30 de casa, temos muitos jogos. E o que senti mais falta aqui, foi da minha família e dos meus amigos. Por outro lado, encontrei um ambiente incrível. Não estava à espera, sou sincero. Fui muito bem recebido. A nível pessoal facilitou muito. Em termos profissionais, jogar no Sporting é totalmente diferente. A exigência é diária. O que fizeste no jogo passado, já não interessa. O que conta, é o que aí vem. É sinal de que tens de estar sempre no teu limite, sempre a trabalhar”. E mesmo quando os golos não apareceram, Paulinho contou com o apoio de Rúben Amorim. “Ficava chateado por não marcar, mas nós ganhávamos. E isso era o mais importante. O míster apoiou-me, como apoia qualquer jogador. No meu caso, ele apoiava-me porque eu fazia tudo o que ele pedia. Sempre dei tudo pela equipa e ele nunca pediu mais do que isso”.

Numa das fases mais positivas desde que chegou ao Sporting, Paulinho quer manter o nível. E para isso, conta com um treino mental que adotou ao longo da carreira. “O que se faz consoante a posição é idealizar o que tem de se fazer. Imagino e simulo os movimentos que tenho de fazer. É um treino invisível, mas que eu faço”.

A carreira de Paulinho tem evoluído progressivamente. A experiência profissional permite-lhe olhar de outra forma para o futebol. E até ser um exemplo para os mais novos. “Costumo dizer aos mais jovens para aproveitarem enquanto estão cá. Porque já tive colegas formados nos grandes, que apanhei no Trofense, no Gil Vicente e que agora já não jogam. Tiveram tudo e de repente ficaram sem nada. Costumo dizer a brincar que quando estiveres no banho e não tiveres água quente, vais dar valor à água quente”.

O mercado de inverno trouxe dois reforços para o Sporting: Islam Slimani e Marcus Edwards. “Foram duas boas contratações porque são dois jogadores diferentes dos que temos no plantel. É sempre bom porque nos dá mais opções”. Paulinho ganhou concorrência direta na frente de ataque. Mas a competitividade é vista com bons olhos pelo internacional português. “Quando temos concorrência interna que nos faz ser melhor todos os dias, é sempre bom. Porque vamos evoluir e vai exigir o nosso melhor”, referiu o avançado do Sporting em relação ao regresso de Slimani.

Quanto à revalidação do título, Paulinho garante que a mentalidade é a mesma do ano passado. “Continua a ser olhar para o próximo jogo. Não adianta estar a fazer projeções para o futuro. Não podemos achar que vamos ser campeões, se não ganharmos o próximo jogo”.

 

A entrevista completa a Paulinho estreia na ELEVEN 1, domingo dia 13 de Fevereiro, às 19h30, no programa Planeta ELEVEN.

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