TIAGO MONTEIRO EM ENTREVISTA EXCLUSIVA NO F1 ELEVEN 1:1

By 28/05/2020ELEVEN

Tiago Monteiro foi o convidado especial de mais um F1 Eleven 1:1, tendo estado à conversa com Duarte Félix da Costa, em direto, no Instagram da ELEVEN SPORTS. Durante cerca de 55 minutos, o piloto português, de 43 anos, que é até à data o único piloto português a ter subido ao pódio na F1, recordou diversas histórias e etapas da sua carreira.

 

Referindo-se à carreira como piloto, Tiago Monteiro, que competiu em categorias tão diferentes como F3, Champ Car, F1 ou o World Touring Car Championship (WTCC) não hesitou em concluir que: “Não há um piloto profissional que tenha tido uma carreira fácil, não existe. É sempre uma luta muito grande”.

Foi ao volante de automóveis que o piloto português de destacou, ainda que tenha referido que “A minha paixão começou pelas duas rodas e só mais tarde é que percebi que nos carros é que me sentia mesmo bem”.

Sobre o antigo chefe de equipa da Benetton F1 e Renault, Tiago Monteiro referiu que “Flavio Briatore foi meu manager um ano e era muito pragmático, muito agressivo nas tomadas de decisões e muito confiante, sabia muito bem o que queria”.

Em 2005 o piloto português alcançou o terceiro lugar no GP dos EUA. Sobre esse momento histórico recordou que “O pódio na F1 foi épico, ainda hoje em dia, todos os anos falam disso e pedem-me entrevistas porque foi um pódio muito atípico”.

Este GP ficou marcado pela desistência de 14 pilotos que não participaram devido a problemas com os pneus. Quanto a esta questão Tiago Monteiro concluiu: “Eu não me sinto mal por terem estado apenas seis carros à partida da corrida do meu pódio nos EUA. Estávamos lá para fazer o nosso trabalho e agarrámos a nossa oportunidade. Tenho muito orgulho nesse feito”. “Nessa corrida dos EUA arranquei bem e entrei em modo qualificação, não pensei na mecânica, foi atacar ao máximo nas primeiras 30 voltas para tentar fugir dos meus rivais”. “Nas últimas 10 voltas comecei a ter um alarme de temperaturas. Foram as 10 voltas mais difíceis da minha carreira, pois comecei a ter a primeira visão do pódio, mas ouvia barulhos em todo o lado do carro. Foi difícil manter a concentração até ao final”.

No final da corrida Tiago Monteiro recorda que “Quando saí do carro o David Warren veio ter com os 3 primeiros e pediu-nos para não festejarmos em demasia no pódio”.

Mas “Ainda antes do pódio o Schumacher e o Rubinho pegaram-me ao colo, o Michael até me levantou ele próprio e disse-me para aproveitar bem aquele momento que era fantástico”.

Recordando a chegada ao pódio Tiago Monteiro confessou: “olhei lá para baixo e vi 80 mecânicos e engenheiros da Jordan todos a chorar. Não aguentei e comecei a festejar, não seguindo as recomendações do David Warren”.

Sobre Michael Schumacher, Tiago Monteiro referiu que teve “várias conversas com o Michael, houve uma altura que viajámos juntos e falámos bastante. Desde este momento ficámos com uma relação diferente pois partilhámos um pódio atípico e ele ficou curioso sobre o meu passado e como tinha chegado até à F1”. “Só temos uma vida, só uma oportunidade para vencer. Isto passa tudo muito rápido”.

Ainda sobre o piloto alemão, Tiago Monteiro referiu que “Schumacher era muito mais aberto do que parecia. A imagem que temos dele, de fora, era uma proteção que ele se viu obrigado a criar por causa dos resultados dele e dos inimigos que foi criando. Ele teve de ser duro, agressivo e até mesmo mau para chegar onde chegou”.

O piloto português, que sofreu um acidente, numa sessão de testes em Barcelona, recordou que “quando foi o meu acidente há dois anos e meio, a quantidade de mensagens de apoio que recebi por parte de pessoas da F1 foi incrível. Algumas que convivi diretamente, outras mal conhecia, mas que se lembraram de mim.”

Sobra a atualidade da F1 Tiago Monteiro rematou que “a jogada da Ferrari trocar o Vettel pelo Sainz foi surpreendente, não estou a dizer que foi boa ou má, mas foi surpreendente e vem mexer com tudo e com o que eu tinha na minha cabeça para o mercado”.

Quanto à possibilidade de Lewis Hamilton poder mudar para a Ferrari, Tiago Monteiro referiu que “todos têm o sonho de um dia guiar pela Ferrari e acho que o Hamilton não é exceção. Não vai ser já em 2021, mas pode ser depois mais tarde.

Referindo-se a Sebastian Vettel, Tiago Monteiro conclui: “Eu acho que o Vettel pode decidir parar, ou pelo menos tirar um ano sabático. Ele é uma pessoa muito de família e pouco presente nas redes sociais e tem estado pouco motivado nos últimos anos. Não é o mesmo Vettel de outros tempos

 

A entrevista completa pode ser vista aqui.

 

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